Parlamentares defendem inclusão da mulher em decisões políticas

Matéria de Noéli Nobre e Murilo Souza, com edição de Marcelo Oliveira – retirada da Agência Câmara de Notícias, o original você lê aqui.

Deputadas e senadoras voltaram a reivindicar mais poder político para a mulher brasileira. Nesta terça-feira, em sessão solene do Congresso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), as parlamentares defenderam uma reforma política que inclua a mulher nos espaços de decisão. “Queremos uma lista [partidária] em que haja mulheres e homens, divididos meio a meio. Defendemos que o financiamento seja público e os partidos cumpram a decisão da minirreforma eleitoral que destina 5% do fundo partidário para a formação de novas lideranças femininas”, afirmou a coordenadora da bancada feminina na Câmara, deputada Janete Rocha Pietá (PT-SP).

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também apontou o voto em lista como a forma mais rápida de aumentar a presença feminina no Parlamento. “Não podemos considerar que há uma democracia efetiva em um País que tem metade das eleitoras mulheres, mas uma sub-representação feminina na política”, disse Grazziotin.

Conquistas
Apesar da desvantagem numérica, Grazziotin citou, entre as conquistas recentes no campo político, a eleição da presidente Dilma Rousseff e a escolha da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES) para a 1ª vice-presidência da Câmara.

O presidente da Câmara, Marco Maia, destacou que a indicação de Rose de Freitas (PMDB-ES) para a Mesa Diretora não foi uma simples concessão, mas uma decisão partidária ratificada pelos deputados com base na trajetória política da deputada. Maia também reforçou a intenção de transformar o debate dos direitos das mulheres em uma discussão permanente na Câmara. Ele elogiou o trabalho realizado pela bancada feminina na Casa e reconheceu avanços proporcionados por essa atuação, como a aprovação da Lei Maria da Penha (11.340/06).

Rose de Freitas, por sua vez, disse que a vida da mulher parlamentar, assim como a da trabalhadora comum, não é fácil. Ela lembrou que, em sua atuação na Assembleia Legislativa do Espírito Santo teve de trabalhar sem direito a licença-maternidade nos anos 1980 e, já na Câmara, precisou reivindicar a construção de um banheiro exclusivo para as deputadas no plenário.

A deputada Rosane Ferreira (PV-PR) espera que o trabalho das mulheres que atualmente ocupam cargos públicos surtam resultados na vida de todas as brasileiras. “Nunca tivemos um 8 de Março com uma presidente da República, com vice-presidentes na Câmara e no Senado e com 9 ministras”, disse.

Significados
A socióloga e ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, destacou os diferentes significados que o 8 de Março adquiriu ao longo dos últimos anos. A ministra afirmou que, mais do que homenagear a mulher, a data deve servir para ressaltar as ausências de direitos observados quando se traça um contraponto com a realidade dos homens. “Esperamos que nos próximos anos estejamos aqui não para falar das ausências, mas para comemorar a conquista de direitos pelos quais ainda precisamos lutar”, afirmou.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s