Políticas de Diversidade Sexual e Feministas em BH

 

O GUDDS! em parceria com o NEPEM/UFMG e o NUH/UFMG realizarão na Segunda Feira 01 de Outubro um bate papo com as candidatas a vereadora Mariah Mello (PSTU), Neila Batista (PT), Neusa Melo (PPS). Essas candidatas se diferenciam por terem em seu projeto político pautas sobre diversidade sexual e feministas. Por entendermos que o diálogo entre essas candidatas, a  comunidade acadêmica da UFMG e os movimentos sociais é de extrema importância convidamos a tod@s para comparecer no bate-papo.

O Bate-papo acontecerá no Auditório Baesse (quarto andar da FAFICH/UFMG no Campus Pampulha), às 14h do dia 01 de Outubro de 2012.

Confirme sua presença no evento no facebook: https://www.facebook.com/events/427716903943366/

 

Hoje a noite tem união homoafetiva na TV, com Pedro Bial! Vai perder?

O programa Na Moral, sob a batuta do apresentador Pedro Bial, na TV Globo, vai mostrar esta noite a união de um casal de lésbicas. Participando de tudo, estará a advogada e defensora de causas LGBT, Maria Berenice Dias. Foi ela mesma quem deu a notícia, via lista de e-mails, veja:

Bial e as noivas (Imagem: reprodução TV Globo)

Bial e as noivas (Imagem: reprodução TV Globo)

Meus queridos,

Dia 19/07, quinta-feira, às 23:50, não percam o programa “Na Moral”, do Pedro Bial.
Estarei celebrando uma união estável homoafetiva.
A cerimônia foi de verdade e não uma encenação.
A gravação foi emocionante, com direito a beijo e tudo…
Será o primeiro beijo gay da Rede Globo.
Vamos torcer que não seja cortado na edição!

Veja abaixo a notícia no site do Programa:

Pedro Bial grava cerimônia de união homoafetiva para o próximo Na Moral

Pedro Bial caprichou no visual para gravar um programa especial na tarde de sábado. Aline e Simone, juntas há 17 anos, oficializaram a união no palco do Na Moral e emocionaram plateia e convidados.
O programa, que vai discutir as polêmicas que envolvem as relações homoafetivas, terminou em grande festa, após a Desembargadora Maria Berenice Dias celebrar a união. Nos bastidores, Simone desabafou que a realização deste sonho aconteceu graças ao programa, já que as duas não tinham condições financeiras para promover a união civil.
Não perca! Este programa vai ao na próxima quinta-feira, 19 de julho, logo após Gabriela.

Então, vai perder? =D

Você viu? Homofobia ataca de novo na UFMG

Mais essa – quem viu?
[Reproduzido do Tumblr Uma Feminista Cansada – veja aqui]

Homofobia na UFMG

Estes cartazes foram encontrados distribuídos pelo campus da UFMG hoje de manhã.

Cara, sério. SéRIO. Relê as coisas. Pede pro seu primo de 4 anos ver se faz sentido. Não faz. Não faz mesmo. Juntar duas estatísticas que não têm absolutamente nada a ver uma com a outra e inventar um “LOBBY GAY” não faz sentido. O que faz de você um mané. Um mané homofóbico ainda por cima. 

Pessoas são geralmente assassinadas pelas pessoas próximas a elas. Homossexuais, assim como heterossexuais, são vítimas de violência doméstica e assassinato pelo cônjugue assim como todos nós. 30% das mulheres mortas são assassinadas pelo marido/namorado/ex/etc etc etc

Então não tem sentido NENHUM você associar sua definição maluca de homofobia com isso. Não tem nenhum mestre do lobby gay orquestrando nada. E 266 homossexuais são mortos em um ano. Poxa isso é gente pra caramba, e olha que você não está contando os assassinatos de pessoas de quem não se sabia a sexualidade ou orientação sexual. 

Homofobia é você fazer essa declaração sem pé nem cabeça e ainda tascar um arco-íris pra chamar a atenção dos desavisados. 

Mas não preocupa não que eu consertei pra você:

De nada.

Anote na agenda: programação completa da VIII Semana BH Sem Homofobia!

Entre os dias 14 e 21 de julho Belo Horizonte recebe uma série de atividades dentro da programação da VIII Semana BH Sem Homofobia, culminando com a 15ª Parada do Orgulho LGBT de BH.

Escolha seus eventos e corra, que ainda dá tempo!

Clique para ver maior!

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#VETAHOMOFOBIADILMA

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A Rede Universitária em Defesa da Diversidade Sexual – RUDS MG está realizando hoje uma campanha contra a homofobia chamada #VETAHOMOFOBIADILMA.

A campanha pede para que as pessoas tirem uma foto sua com o escrito #VETAHOMOFOBIADILMA e divulgue na internet e nos canais da Rede. O GUDDS! como um dos integrantes da RUDS e um dos idealizadores da campanha também participou dessa ação e tirou diversas fotos na UFMG. Caminhamos pelos prédios da UFMG convidando aqueles que passassem para participar da campanha também! Conseguimos quase cinquenta fotos que vocês podem conferir no nosso facebook: https://www.facebook.com/media/set/?set=a.430758586942120.108175.107149702636345&type=3

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Leia o texto da campanha e participe você também:

Dia 17 de Maio: dia de quê?

Dia de contar pra todo mundo que nós não estamos satisfeitxs com a situação de violência e de precarização de direitos que lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transmulheres e transhomens estão submetidxs neste país.

Estamos exaustxs e preocupadxs com as manifestações preconceituosas e violentas abaixo de cada notícia sobre homossexualidade na internet;

Estamos cheixs de nos contentar com a atuação teatral de alguns representantes dos segmentos LGBT;

Não vamos nos satisfazer somente com a “tolerância” de alguns poucxs simpáticxs à causa, que nos apoiam desde que nós, LGBT, continuemos como cidadãos/cidadãs de segunda classe;

Achamos irresponsável e inconsequente manifestações oficiais do governo federal de caráter preconceituoso e desinformativo, sobre educação e orientação sexual, num país onde milhares de pessoas são mortas diariamente de formas cruéis por vivenciar (ou se supor vivenciar) orientações sexuais não-heterossexuais e identidades de gêneros diversas.

Sabemos que a homofobia é um sistema complexo e não se resume somente à atuação individual. Que é consequência e mantenedora de um sistema de pensamento e organização social heteronormativas. E que a homofobia não atinge somente à LGBT!

No entanto, sem desconsiderar esta complexidade, acreditamos que ações simples podem nos ajudar a começar a desconstruir algumas velhas mentiras, mascaradas de verdades. É por isso que nós da Rede Universitária de Diversidade Sexual de Minas Gerais – RUDS Minas convidamos tod@s a entrar na onda do VETO e no dia 17 de maio de 2012 enviar um recado para o Governo Federal:

#VETAHOMOFOBIADILMA

Veta a homofobia nas nossas escolas: expressa nas falas e brincadeiras cotidianas de professores, alunos e funcionários; nos livros didáticos; nas práticas pedagógicas!

Veta a homofobia no nosso sistema de saúde: onde travestis, transhomens e transmulheres não são respeitados; onde lésbicas não tem atendimento apropriado!

Veta a violência, a humilhação e a covardia que acompanham a homofobia!

A RUDS Minas convoca todxs para tirarem uma foto (da sua webcam, do seu celular, da sua maquina digital, do que você tiver mais perto) com uma plaquinha com estes dizeres #VETAHOMOFOBIADILMA e a partir das 00h00 do dia 17 de maio de 2012 postar nas suas páginas da internet/celular (facebook, twiter, instagram,…) e na página da RUDS: https://www.facebook.com/rudsmg (é importante postar aqui para podermos ter registro de todas as fotos)

Vamos contar pra todo mundo, que se for pra vetar alguma coisa, Presidenta Dilma, além do código florestal, vete a violência a qual ninguém deve ser submetido, única e exclusivamente, por sua orientação sexual e identidade de gênero!

A Sua Universidade é Homofóbica?

Dia 17 de Maio é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia. Este dia é celebrado em todo mundo em razão da retirada, pela Organização Mundial de Saúde, da homossexualidade, em 1990, da lista de desordens mentais.

No espírito dessa dia o Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual – GUDDS, em parceria com a Rede Universitária de Diversidade Sexual – RUDS, o  Coletivo Travessia e outr@s promoverá uma panfletagem, na hora do almoço, no Bandejão da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. O bandejão é um local pelo qual mais de 4000 pessoas transitam diariamente. Alun@s, professor@s,  funcionári@s da UFMG e outras pessoas que por alí se alimentam serão abordad@s e receberão um panfleto perguntando: “A sua universidade é homofóbica?”. Com essa pergunta e diversas outras o GUDDS quer convidar a comunidade acadêmica para debater sobre a homofobia da e na universidade.

Participe desse debate aqui e nas nossas redes sociais:

https://twitter.com/guddsmg

www.facebook.com/guddsmg

Escola deve promover respeito à diversidade sexual, dizem especialistas

Declarações a respeito do tema foram feitas durante o 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Acesse a notícia, produzida pela Agência Câmara de Notícias, em seu local original para ver matérias relacionadas e outros conteúdos.

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Deputados e especialistas ressaltaram nesta terça-feira (15), no 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que a escola tem o dever de promover o respeito à diversidade sexual. No evento, promovido pelas comissões de Educação e Cultura e de Direitos Humanos, debatedores destacaram que a homofobia e a violência contra os homossexuais têm origem na infância.

O deputado Newton Lima (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura, defendeu que o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10, do Executivo) estabeleça que a inclusão, o respeito à diversidade e a tolerância serão princípios norteadores do sistema educacional brasileiro.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), representante da Comissão de Direitos Humanos, também disse que a discussão de gênero deve estar presente nas políticas públicas de educação. Segundo ela, a criança e o adolescente devem ter suas “expressões de gênero” respeitadas, especialmente no ambiente da escola. “Nossos meninos e meninas têm de ter o direito à liberdade, à singularidade e a expressar todas as formas de afetividade”, destacou.

Para a representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges, os professores brasileiros não estão preparados para enfrentar o debate sobre a violência contra os homossexuais, assim como os médicos também não estão. De acordo com ela, a escola deve ser espaço de conquista de cidadania. “O adolescente não pode achar que sua orientação sexual é crime”, disse.

Já o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) defendeu o direito das crianças “de serem educadas pelos seus pais”, sem que isso signifique promover a violência contra os homossexuais. Pastor, o parlamentar lamentou que os evangélicos sejam considerados o inimigo número um da causa LGBT. “O evangélico não concorda com a prática homossexual, mas isso não significa homofobia”, afirmou. “Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”, complementou.

Preconceito entre jovens

A pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), salientou que a maioria dos jovens brasileiros ainda tem atitude bastante preconceituosa em relação à orientação e a práticas não heterossexuais. Pesquisa coordenada por ela apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não querem ter colega homossexual. Conforme ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente o preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.

Miriam afirmou que esse preconceito se traduz em insultos, violências simbólicas e violência física contra os jovens homossexuais. De acordo com a pesquisadora, essa violência gera sentimentos de desvalorização e vulnerabilidade. Há casos inclusive de jovens que abandonam a escola. “Os adultos das escolas não se dão conta disso, porque na escola, em geral, reina a lei do silêncio”, apontou.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) , que propôs a realização do seminário, ressaltou que os efeitos do tratamento hostil nas crianças e nos adolescentes vão da timidez a deficiências da fala, chegando a psicoses. De acordo com o parlamentar, a violência contra os homossexuais, que inclui casos diários de assassinatos, tem origem na infância.

Sexualidade na infância

A pesquisadora do Instituto de Bióetica, Direitos Humanos e Gênero (Anis), Tatiana Lionço, informou que a escola tem a obrigação regulamentar, desde 1997, de promover a discussão da sexualidade em sala de aula. Isso está previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, publicado pelo Ministério da Educação. “A escola e as famílias têm que ensinar as crianças a respeitarem e a valorizarem a diversidade,” disse.

De acordo com a pesquisadora, não existem crianças gays, lésbicas ou transexuais. Segundo ela, é o olhar adulto que classifica de “homossexual” ou “transexual”, por exemplo, as práticas infantis de conhecer seus corpos e de brincar de se vestir com roupas femininas ou masculinas.

Tatiana explica que o adulto é que faz com que um menino se sinta inadequado, por exemplo, ao brincar de boneca. “As crianças têm sua criatividade tolhida, em suas brincadeiras e em seu modo de ser, pelo medo irracional dos adultos”, disse. “É assim que se ensina a homofobia”, complementou.

Para a pesquisadora, a sexualidade na infância – atividade por meio da qual crianças exploram seus corpos na busca do prazer e descobrem sua identidade – deve ser reconhecida e isso não pode ser desculpa para abusos por parte de adultos. A deputada Teresa Surita (PMDB-RR), integrante da Frente Parlamentar Mista de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, também disse que as crianças têm sexualidade desde que nascem e que precisam ser orientadas.