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Você viu? Homofobia ataca de novo na UFMG

Mais essa – quem viu?
[Reproduzido do Tumblr Uma Feminista Cansada - veja aqui]

Homofobia na UFMG

Estes cartazes foram encontrados distribuídos pelo campus da UFMG hoje de manhã.

Cara, sério. SéRIO. Relê as coisas. Pede pro seu primo de 4 anos ver se faz sentido. Não faz. Não faz mesmo. Juntar duas estatísticas que não têm absolutamente nada a ver uma com a outra e inventar um “LOBBY GAY” não faz sentido. O que faz de você um mané. Um mané homofóbico ainda por cima. 

Pessoas são geralmente assassinadas pelas pessoas próximas a elas. Homossexuais, assim como heterossexuais, são vítimas de violência doméstica e assassinato pelo cônjugue assim como todos nós. 30% das mulheres mortas são assassinadas pelo marido/namorado/ex/etc etc etc

Então não tem sentido NENHUM você associar sua definição maluca de homofobia com isso. Não tem nenhum mestre do lobby gay orquestrando nada. E 266 homossexuais são mortos em um ano. Poxa isso é gente pra caramba, e olha que você não está contando os assassinatos de pessoas de quem não se sabia a sexualidade ou orientação sexual. 

Homofobia é você fazer essa declaração sem pé nem cabeça e ainda tascar um arco-íris pra chamar a atenção dos desavisados. 

Mas não preocupa não que eu consertei pra você:

De nada.

Escola deve promover respeito à diversidade sexual, dizem especialistas

Declarações a respeito do tema foram feitas durante o 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, em Brasília. Acesse a notícia, produzida pela Agência Câmara de Notícias, em seu local original para ver matérias relacionadas e outros conteúdos.

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Durante seminário, deputados defenderam a inclusão do respeito à diversidade no Plano Nacional de Educação (Foto: Alexandra Martins)

Deputados e especialistas ressaltaram nesta terça-feira (15), no 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que a escola tem o dever de promover o respeito à diversidade sexual. No evento, promovido pelas comissões de Educação e Cultura e de Direitos Humanos, debatedores destacaram que a homofobia e a violência contra os homossexuais têm origem na infância.

O deputado Newton Lima (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura, defendeu que o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10, do Executivo) estabeleça que a inclusão, o respeito à diversidade e a tolerância serão princípios norteadores do sistema educacional brasileiro.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), representante da Comissão de Direitos Humanos, também disse que a discussão de gênero deve estar presente nas políticas públicas de educação. Segundo ela, a criança e o adolescente devem ter suas “expressões de gênero” respeitadas, especialmente no ambiente da escola. “Nossos meninos e meninas têm de ter o direito à liberdade, à singularidade e a expressar todas as formas de afetividade”, destacou.

Para a representante da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges, os professores brasileiros não estão preparados para enfrentar o debate sobre a violência contra os homossexuais, assim como os médicos também não estão. De acordo com ela, a escola deve ser espaço de conquista de cidadania. “O adolescente não pode achar que sua orientação sexual é crime”, disse.

Já o deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF) defendeu o direito das crianças “de serem educadas pelos seus pais”, sem que isso signifique promover a violência contra os homossexuais. Pastor, o parlamentar lamentou que os evangélicos sejam considerados o inimigo número um da causa LGBT. “O evangélico não concorda com a prática homossexual, mas isso não significa homofobia”, afirmou. “Ser evangélico é respeitar e promover a tolerância”, complementou.

Preconceito entre jovens

A pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), salientou que a maioria dos jovens brasileiros ainda tem atitude bastante preconceituosa em relação à orientação e a práticas não heterossexuais. Pesquisa coordenada por ela apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não querem ter colega homossexual. Conforme ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente o preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.

Miriam afirmou que esse preconceito se traduz em insultos, violências simbólicas e violência física contra os jovens homossexuais. De acordo com a pesquisadora, essa violência gera sentimentos de desvalorização e vulnerabilidade. Há casos inclusive de jovens que abandonam a escola. “Os adultos das escolas não se dão conta disso, porque na escola, em geral, reina a lei do silêncio”, apontou.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) , que propôs a realização do seminário, ressaltou que os efeitos do tratamento hostil nas crianças e nos adolescentes vão da timidez a deficiências da fala, chegando a psicoses. De acordo com o parlamentar, a violência contra os homossexuais, que inclui casos diários de assassinatos, tem origem na infância.

Sexualidade na infância

A pesquisadora do Instituto de Bióetica, Direitos Humanos e Gênero (Anis), Tatiana Lionço, informou que a escola tem a obrigação regulamentar, desde 1997, de promover a discussão da sexualidade em sala de aula. Isso está previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, publicado pelo Ministério da Educação. “A escola e as famílias têm que ensinar as crianças a respeitarem e a valorizarem a diversidade,” disse.

De acordo com a pesquisadora, não existem crianças gays, lésbicas ou transexuais. Segundo ela, é o olhar adulto que classifica de “homossexual” ou “transexual”, por exemplo, as práticas infantis de conhecer seus corpos e de brincar de se vestir com roupas femininas ou masculinas.

Tatiana explica que o adulto é que faz com que um menino se sinta inadequado, por exemplo, ao brincar de boneca. “As crianças têm sua criatividade tolhida, em suas brincadeiras e em seu modo de ser, pelo medo irracional dos adultos”, disse. “É assim que se ensina a homofobia”, complementou.

Para a pesquisadora, a sexualidade na infância – atividade por meio da qual crianças exploram seus corpos na busca do prazer e descobrem sua identidade – deve ser reconhecida e isso não pode ser desculpa para abusos por parte de adultos. A deputada Teresa Surita (PMDB-RR), integrante da Frente Parlamentar Mista de Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, também disse que as crianças têm sexualidade desde que nascem e que precisam ser orientadas.

Fórum Social Temático 2012: militância LGBT, presente!

O Fórum Social Temático 2012 foi realizado em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, entre os dias 24 e 29 de janeiro. Na marcha de abertura, uma grande diversidade de pessoas, ideias e ideiais – e, como não podia deixar de ser, a bandeira do arco-íris também passou por lá.

Veja abaixo algumas fotos de quem passou por lá e também registrou a presença da bandeira das mulheres e das travestis e transexuais, durante a concentração para a marcha (créditos de Janaina Rochido):

Você viu? Oito propostas tentam proibir união estável gay

De autoria de Débora Santos, retirado do portal G1 – o original você lê aqui.

No Congresso, oito propostas tentam proibir união estável entre gays

Dados fazem parte de estudo encomendado pelo Ministério da Justiça. Para deputado, país não quer reconhecer homossexualidade como família.

O Congresso Nacional registrou, de 1969 até o mês de novembro deste ano, 97 propostas relacionadas aos direitos de homossexuais, segundo mostram dados de um estudo feito pelo Núcleo de Pesquisas de Gênero da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O levantamento foi encomendado pelo Ministério da Justiça.

Das 97 propostas, oito estão em andamento e visam proibir a união entre pessoas do mesmo sexo. Em maio deste ano, por falta de uma lei sobre o tema, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união estável entre homossexuais. Continuar lendo

Convite: 1° Fórum LGBT – Regional Norte

Participem!

1.º FÓRUM LGBT DA REGIONAL NORTE – BH

Diversidade Sexual e Direitos Humanos LGBT: Construindo a Democracia

Data: 20/12/2011 – Terça-feira
Horário: 19 as 21 h
Local: Auditório da Regional Norte
Endereço: Rua Pastor Murylo Cassete, 85, Bairro São Bernardo – Belo Horizonte
Referência: próximo à Estação de Metrô Waldomiro Lobo
Ônibus: 60, 62, 5513, 5517, 70 (suplementar), 55 (suplementar) ou qualquer outro que passe na Av. Cristiano Machado com Av. Waldomiro Lobo.

TRIP Transformadores 2011 apresenta: Jean Wyllys

Atualmente deputado federal pelo PSOL-RJ, mas desde sempre militante pelas causas LGBT, Jean Wyllys saiu de um reality show (tema que ele prefere deixar em segundo plano atualmente) para peitar o preconceito e encampar a luta pela igualdade de direitos diretamente de dentro do Congresso Nacional.
Clique na imagem abaixo e assista ao vídeo feito pela Revista TRIP, por ocasião do prêmio TRIP Transformadores 2011, do qual o deputado foi vencedor:

(Clique para ver o vídeo no YouTube)

Encontre o deputado também pelo Twitter: @jeanwyllys_real

“Mãe” da união estável homossexual pode virar ministra do STF

[Reproduzido lá do Parou Tudo]

Reprodução: Parou Tudo

Reprodução: Parou Tudo

A subprocuradora-geral Deborah Duprat, autora da Ação Direta de Inconstitucionalidade que gerou a permissão de união estável homossexual no Brasil, é um dos nomes cogitados a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF).

A presidente Dilma Vana Rousseff quer um mulher no cargo. O que pesa a favor de Duprat são suas ações pró-LGBT, a favor do aborto de anencéfalos e da liberdade de expressão, no caso, do movimento pela legalização da maconha.

O que vai contra ela? O jornal Valor Econômico afirma que é o fato de Duprat ter mais disposição a condenar os envolvidos no mensalão, processo que será julgado em breve pelo STF. Para o PT, isso seria um desastre. Esse fato enfraquece a possibilidade da “mãe” da união estável homossexual vencer.

Deu no jornal: Defesa dos gays terá frente parlamentar em MG

Frente Parlamentar pela Cidadania e pelos Direitos LGBT será lançada em Minas nesta quinta-feira

Deputada estadual Luzia Ferreira (PPS)

Deputada estadual Luzia Ferreira (PPS)

Autora de um projeto de lei que causou tumulto na Câmara Municipal de Belo Horizonte e por pouco não gerou pancadaria no plenário, a agora deputada estadual Luzia Ferreira (PPS) tenta conquistar espaço para a defesa dos homossexuais na Assembleia Legislativa. Uma vitória ela já conseguiu, com o lançamento nesta quinta-feira da Frente Parlamentar pela Cidadania e pelos Direitos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Mas o caminho ainda é longo: apenas 20 dos 76 colegas de plenário apoiaram oficialmente a iniciativa.

Com o grupo, ela diz que espera garantir o cumprimento dos direitos e da cidadania dos homossexuais. “Será um espaço de voz para o segmento, além da defesa da aprovação do projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados que criminaliza a homofobia”, afirmou nessa quarta-feira Luzia Ferreira. No meio do trabalho, ela contará com a resistência de vários parlamentares – especialmente os mais religiosos. O assunto ainda poderá colocá-la em novo embate com o ex-vereador e hoje deputado Pastor Carlos Henrique (PRB), relator que considerou inconstitucional o projeto que criava o Dia Municipal da Parada do Orgulho LGBT.

A matéria começou a tramitar na Câmara de Belo Horizonte há dois anos, quando Luzia Ferreira presidia a Casa. Em 8 de junho de 2009, chegou ao plenário e foi motivo para muito bate-boca entre os parlamentares da bancada evangélica, contrários ao texto, e aqueles a favor do projeto. Ao fim, a sessão foi suspensa. O clima esquentou durante a votação de recurso que derrubava o parecer de inconstitucionalidade dado pelo relator do texto na Comissão de Legislação e Justiça (CLJ), Pastor Carlos Henrique.

A argumentação dele foi que o projeto gerava despesas para a prefeitura da capital sem dizer de onde sairiam os recursos para organização das comemorações, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). No dia seguinte, o vereador Arnaldo Godoy (PT) até tentou resolver o problema, apresentando uma emenda retirando do projeto o artigo prevendo que a prefeitura organizaria o evento. Mas não houve acordo e os parlamentares contrários à matéria não registraram presença no plenário, faltando o quórum mínimo para a votação.

Diante de tanta polêmica, o projeto foi retirado de tramitação na Câmara. Dois anos depois, Luzia Ferreira planeja apresentar projeto semelhante na Assembleia Legislativa – onde não há nenhum proposta tratando de interesses dos homossexuais em tramitação. Se ela teme nova resistência? “Agora estou vacinada”, brincou.

Matéria de Isabella Souto, retirada do jornal Estado de Minas, em 6 de outubro de 2011.

I Conferência Municipal de Políticas Públicas e Direitos LGBT – Santa Luzia

Clique para ver maior e participe!

VII Semana BH Sem Homofobia: “Uma conversa franca – conhecendo mais sobre o Kit Escola Sem Homofobia”